
O >graffiti, uma das maiores e mais antigas expressões artísticas, está cada vez mais conquistando respeito tanto no mundo artístico quanto na sociedade em geral.
A arte, que nasceu nos anos 70 em Nova Iorque, sempre esteve associada com as minorias reprimidas. “O graffiti, desde o homem das cavernas, existe como uma forma de sublimação, nos dias de hoje o graffiti é a voz oprimida dos marginalizados, é uma forma de colocar no muro a voz e a realidade de um povo que não tem muitas maneiras de se expressar”. Diz Davi Melo Santos, de 24 anos, graffiteiro desde os 19. Segundo Davi, que já foi preso diversas vezes no artigo 163 (vandalismo) a maneira como as pessoas têm tratado o graffiti mudou radicalmente. “Hoje em dia é diferente, desde crianças até velhos param pra ver a gente pintando... e de vez em quando, até a polícia!”
A relação com a polícia melhorou tanto que foi criado um projeto em parceria com a Ong Afroreggae. O projeto visa conscientizar e recuperar menores pichadores de rua através de oficinas de graffiti e interações artísticas. “Iniciativas como essas são essenciais para criação de uma relação melhor entre a policia e artistas de rua. Alem disso é uma oportunidade para menores que estão sem direção na vida. E uma chance de recomeçar”.
Afirma Matheus Lima, que participa do projeto. Segundo ele projetos como esses fortificam o nome do graffiti tanto na sociedade quanto no mercado de trabalho, que está cada vez mais aberto para artes como o graffiti, “Hoje em dia o graffiti está sofrendo um processo de desmarginalização muito importante, e isso faz com que as portas de galerias de arte se abram e dêem oportunidade para o artista de viver da arte”.
Apesar da melhora no mercado de trabalho para o graffiteiro, para Matheus a rua sempre será seu local preferido de trabalho. “Belo Horizonte é uma cidade cinza, e é ótimo que nossa arte vá para galeria, mas não tem nada como trazer a arte para a rua, populariza-la e dar a todos a chance de curtir nosso trabalho”.
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