sexta-feira, 15 de junho de 2007

Projeto de arte une Policiais e Graffiteiros


O >graffiti, uma das maiores e mais antigas expressões artísticas, está cada vez mais conquistando respeito tanto no mundo artístico quanto na sociedade em geral.
A arte, que nasceu nos anos 70 em Nova Iorque, sempre esteve associada com as minorias reprimidas. “O graffiti, desde o homem das cavernas, existe como uma forma de sublimação, nos dias de hoje o graffiti é a voz oprimida dos marginalizados, é uma forma de colocar no muro a voz e a realidade de um povo que não tem muitas maneiras de se expressar”. Diz Davi Melo Santos, de 24 anos, graffiteiro desde os 19. Segundo Davi, que já foi preso diversas vezes no artigo 163 (vandalismo) a maneira como as pessoas têm tratado o graffiti mudou radicalmente. “Hoje em dia é diferente, desde crianças até velhos param pra ver a gente pintando... e de vez em quando, até a polícia!”
A relação com a polícia melhorou tanto que foi criado um projeto em parceria com a Ong Afroreggae. O projeto visa conscientizar e recuperar menores pichadores de rua através de oficinas de graffiti e interações artísticas. “Iniciativas como essas são essenciais para criação de uma relação melhor entre a policia e artistas de rua. Alem disso é uma oportunidade para menores que estão sem direção na vida. E uma chance de recomeçar”.
Afirma Matheus Lima, que participa do projeto. Segundo ele projetos como esses fortificam o nome do graffiti tanto na sociedade quanto no mercado de trabalho, que está cada vez mais aberto para artes como o graffiti, “Hoje em dia o graffiti está sofrendo um processo de desmarginalização muito importante, e isso faz com que as portas de galerias de arte se abram e dêem oportunidade para o artista de viver da arte”.
Apesar da melhora no mercado de trabalho para o graffiteiro, para Matheus a rua sempre será seu local preferido de trabalho. “Belo Horizonte é uma cidade cinza, e é ótimo que nossa arte vá para galeria, mas não tem nada como trazer a arte para a rua, populariza-la e dar a todos a chance de curtir nosso trabalho”.

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terça-feira, 12 de junho de 2007

Entre viciados e violinistas, a cultura de rua!




E só dar uma volta nas ruas de Amsterdã, na Holanda, para perceber que elas estão repletas de cultura e de historia. Mas é na praça do Dam, no centro da cidade, que a cultura de rua ganha vida todos os dias. A praça, que já foi palco de inúmeras manifestações culturais, artísticas e políticas hoje é visitada por milhares de pessoas por dia e esta sempre repleta de músicos, pintores e artistas em geral que atualmente disputam seu espaço com os chamados “junkies”, os viciados que perambulam sempre atrás de algum dinheiro seja roubando ou tentando tocar um violão em troca de algumas moedas.
Apesar disso na praça do Dam você tem a oportunidade de sentar na frente do palácio da rainha e ouvir uma boa música, comer uma comida típica nas barracas e até rir dos junkies com fantasias engraçadas tentando chamar a atenção dos turistas.

Outra atração que faz parte da cultura holandesa, são as bicicletas, o principal meio de transporte tanto na capital quanto nos interiores. As bicicletas, que compõem a paisagem da cidade, muitas vezes são abandonadas e acabam virando obras de arte,sendo pintadas ou retorcidas por artistas plásticos. Vale lembrar que existem inúmeros lugares onde é possível alugar bicicletas por um preço razoável, se você não der um passeio sua viagem para a Holanda não foi completa.
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Convenção de Tatuagem agita São Paulo




O Centro Fecomercio de Eventos foi o palco da quarta edição do São Paulo Tattoo Festival International Convention. O evento foi idealizado e executado pelo estúdio Polaco Tattoo Shop e aconteceu nos dias 24 e 25 de março. O festival contou a presença de profissionais do Brasil e do exterior e teve seu foco no intercâmbio de informações e técnicas nos diversos segmentos do universo da tatuagem e body piercing.
"Vale a pena fazer a viagem para São Paulo, eu tatuo em Belo Horizonte há 10 anos e aconpanho o evento desde de que começou. Para mim ganhar premios, ou até mesmo participar de um ventos renomado como esse traz uma credibilidade muito grande ao artista". Conta o tatuador Mauro Cardoso de 28 anos.
Além do barulho das maquinas, o público pode contar com diversos Dj´s, praça de alimentação, vários estantes de produtos relacionados a tattoo. Além de tudo assistir a lutas de vale tudo, realizadas em parceria com a empresa Kobushi e de quebra, ainda ver dançarinas fechando a festa no domingo a noite.

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terça-feira, 22 de maio de 2007

Semana da Literatura na Faculdade Estácio de Sá

Aconteceu na Faculdade Estácio de Sá, nos dias 14 a 18, a Semana da Literatura. O evento reuniu em palestras e debates alunos, professores, escritores e profissionais do meio de comunicação. A Semana literária ainda teve como atração um concurso de contos, poemas e crônicas.
Na opinião de Luis Fernando, aluno do quinto período de Publicidade, eventos como esses são de extrema importância para a formação de profissionais para o mercado de trabalho atual. “Eu acredito muito na iniciativa da faculdade de promover esses eventos, é necessário sair da sala de aula as vezes e dar uma variada. È acredito que seja bom tanto para o aluno quanto para o professor”, comenta.
Mas nem todos os alunos elogiaram o evento, a aluna Rose Amaral, que cursa o sexto período de jornalismo acredita que o as palestras poderia ter sido mais bem organizadas e que simples mudanças teriam feito com que o evento rendesse mais. “A gente vive em um tempo linear, pos isso eu acho que é importante marcar o tempo de palestra e de debate, não de uma maneira radical, e claro que tem que haver flexibilidade, mas sim estipulando certos limites para que o tempo seja melhor aproveitado por todos que estão participando”. Além disso Rose, que também é escritora publicada disse que a faculdade não valorizou os escritores da casa e não houve participação de alunos nas mesas de palestras. Segundo a faculdade o evento será realizado novamente no ano que vem.

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Roubo de carros é problema no Prado



Vinicius Sarmento tem 24 anos e é estudante de Marketing na Faculdade Estácio de Sá. Durante os três anos que ele freqüenta a faculdade sua janela foi quebrada por assaltantes 6 vezes em diferentes lugares na região do Prado, onde fica a faculdade. “Foi tanta raiva que eu passei, que parei de comprar um som novo toda vez que era roubado, da uma dor de cabeça danada chamar a polícia e ficar meia hora preenchendo relatórios que acabam não dando em nada”, Vinicius além de não usar som mais no carro, decidiu que iria começar a vir de ônibus ou carona para evitar problemas, “acaba sendo mais seguro pra mim” argumenta.
Segundo o cabo Pereira, que engressou a pouco tempo na polícia militar, o problema de roubo de carros é difícil de resolver e na maior parte dos casos a pessoa não faz queixa. “A vitíma de furtos que tem algum bem roubado de dentro do carro dificilmente chama a polícia, os nossos serviços são mais acionados quando o furto é do próprio veiculo ou quando é feito a mão armada” Segundo o policial o fato desses crimes não serem denunciados dificulta o trabalho da polícia e ajuda ao criminoso. “Se a gente receber um numero alto de ocorrências em determinada região, as chances são muitas de haver um maior patrulhamento da Polícia Militar”.

Saiba um pouco mais sobre roubo de carros

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Assassinato na Cidade Nova completa um ano sem suspeitos



“Nos só queremos justiça, mais nada!”. Essas foram as palavras de Cristiane, que perdeu sua irmã assassinada, em frente sua casa no bairro Cidade Nova. O crime aconteceu em julho do ano passado e até hoje não foi resolvido e nenhum suspeito foi encontrado. Cristiane tem 29 anos e só concordou em fazer a entrevista se seu sobrenome não fosse revelado. Ela afirma que após o crime, vive em um estado permanente de medo e está tendo dificuldades em continuar morando em Belo Horizonte devido ao trauma que a morte lhe causou. “Minha irmã era uma menina ótima, bem educada e que nunca fez mal a ninguém. Esse crime brutal que aconteceu com ela me fez repensar minha vida e eu decidi mudar de novo para o sul de Minas, de onde vem minha família. Pelo menos lá eu sei que vou ter mais paz e tranqüilidade” afirma Cristiane.
Quando aconteceu o assassinato a vítima tinha apenas 17 anos e tinha se mudado para Belo Horizonte para fazer cursinho de faculdade. Segundo a polícia as investigações ainda não terminaram e eles ainda não descartam nenhuma possibilidade.
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terça-feira, 3 de abril de 2007

Assessor é Jornalista?

Toda profissão passa por mudanças. Eu tenho certeza de que quando surgiu a profissão de médico, surgiram varias duvidas e divergências sobre como a profissão deveria ser aplicada em suas diferentes áreas. O mesmo aconteceu com o jornalismo, o mercado e a sociedade mudaram muito nos últimos vinte anos e com isso nasceu a vertente “assessoria de comunicação”. Mas, dizer que assistente de comunicação e jornalista exercem as mesmas funções, em minha opinião, é errado. Eu admito que o conhecimento do mercado e o conhecimento que é dado na faculdade de comunicação são essenciais para ambas as profissões, no entanto, não se pode dizer o mesmo a respeito das aplicações dessas teorias e conhecimentos.
Por exemplo, um profissional que trabalha na área de assessoria tem como objetivo resguardar a imagem da empresa, então se acontece um acidente de trabalho ou coisa do tipo, pode ser que o trabalho do assessor não seja esconder o incidente mas sim “aliviar” a maneira como isso chega ao público. O papel do jornalista por outro lado é ser o mais direto possível sem tentar poupar a empresa de qualquer dano, se for culpa dela. Por isso eu acredito que as duas profissões são baseadas nos mesmos conhecimentos mas suas aplicações são bastantes diferentes.

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